Han Solo é divertido, mas continua parecendo desnecessário

Image for post
Image for post

Assistimos Han Solo: Uma História Star Wars, que estreia essa semana nos cinemas brasileiros, e fomos mais uma vez levados a uma galáxia muito, muito distante.

As Polêmicas

É de se esperar que ao início de produção de um novo filme de uma franquia já existente muitos voltem suas atenções para lá. Quanto maior a franquia, maiores as responsabilidades e olhares. E Star Wars é provavelmente a maior que existe em termos de alcance e olhos atentos por todo o mundo.

A Disney ao anunciar o selo cinematográfico A Star Wars Story abriu caminho para que, também, no cinema Star Wars pudesse integrar o Universo Expandido (e em expansão), podendo explorar um maior leque de histórias que não precisassem envolver Jedi, sabres de luz, a Força, mas principalmente, que pudéssemos ter histórias não ligadas aos arcos da família Skywalker.

Nessa brecha a história pregressa de Han Solo foi a eleita para ser contada. Cercada de polêmicas desde o início, o filme teve uma troca de diretores já durante a produção — Phil Lord e Christopher Miller foram substituídos por Ron Howard — assim como o editor Chris Dickens, tendo sido substituído pelo — duas vezes — vencedor do Oscar, Pietro Scalia, além de um professor de atuação ter sido contratado para apoiar o protagonista, Alden Ehrennreich, durante as filmagens.

Nenhuma dessas situações é incomum na indústria, mas em se tratando de Star Wars tudo ganha proporções além dos esperado.

Se em Rogue One, assistimos uma história com personagens desconhecidos aprofundando um trecho conhecido cujo detalhes ainda não conhecíamos, o filme atual conta o passado Han Solo, um dos personagens mais carismáticos e queridos da franquia.

Nos submundos de algum planeta distante, um grupo de crianças e jovens abandonados vivem de pequenos furtos que entregam à um sindicato do crime que os — teoricamente — protege, e é nesse ambiente que conhecemos o jovem Han (Alden Ehrenreich) afobado e apressado à procura de Qi’ra (Emilia Clarke), pois o atual butim poderia representar a passagem deles para fora daquela situação. Em uma fuga com perseguições em altas velocidades, que apresentam Han como um excelente — e destemido — piloto, descobrimos que o casal não teria permissões para abandonar aquele planeta, mas na posse de um elemento combustível valiosíssimo poderiam subornar agentes de fronteira do Império para fugir dali.

Image for post
Image for post

Entre perseguições e perigos diversos, agora contando com Troopers Imperiais, o suborno funciona pela metade e Han consegue atravessar a barreira do setor de embarque, enquanto Qi’ra é capturada. Ao não ver possibilidades de fugir sem ser capturado, ele percebe em um guichê de Alistamento para as Forças do Império, sua única possibilidade. Ao se alistar, sem documentos e sem registros de nomes de família, Han se torna, para fins militares, Han Solo, prometendo a si mesmo — e à desinteressada agente — que se tornaria um grande piloto e retornaria para resgatar o amor da sua vida.

Esse é o ponto de partida para um filme que parece desnecessário. Não agrega nenhuma grande novidade no Universo, não sacode os pilares de nossos entendimentos sobre os lados negro e luz da Força, não nos faz questionar se Jedi, são vilões ou heróis. Nem coloca uma peça essencial no quebra-cabeças do entendimento do universo como foi Rogue One. No entanto, é um longa divertido que possui o clima Star Wars por completo. Grandes aventuras, bons personagens, muitos monstros e uma boa dose de bom humor e carisma.

A atuação de Alden não compromete, mas também em nada empolga. Já Emilia Clarke traz uma forte e misteriosa personagem que tem sua própria agenda e em nada é frágil, ou dependente de algum homem. Temos o experiente Woody Harrelson sendo um excelente Tobias Beckett, um contrabandista que nunca sabemos se é amigo ou inimigo, nos lembrando do Han Solo que conhecemos em Uma Nova Esperança.

Somos apresentados à uma série de grupos, guildas e sindicatos do crime, que vivem nas fronteiras do Império, uma delas, a Aurora Escarlate, é liderada pelo ótimo Paul Bettany, interpretando Dryden Vos, o grande antagonista do filme.

Nas diversas idas e vindas do filme, e após já ter sido confrontado com uma grande fera que se tornará seu fiel amigo Chewbacca (Joonas Suotamo), Han Solo precisará, para quitar algumas dívidas, de uma nova nave…

Image for post
Image for post

Desde o início das produções quando ainda não sabíamos sobre o que seria o filme, uma coisa davam como certo. Descobriríamos como Han Solo conseguiu a posse da Millennium Falcon, umas das mais famosas e queridas naves espaciais do cinema. A Falcon é por si só uma personagem, quase como se tivesse sua própria personalidade, sempre sendo chamada de sucata ou lata velha, mas disputada por todos que já a pilotaram, a nave sempre atraiu muitas atenções. Cheia de façanhas como ter conseguido fazer o percurso de Kessel Run em 12 parsecs, Han Solo, para conseguir se sentar no assento de comandante precisou de muita lábia, sorte e um pouco de malandragem para conseguir tomá-la de seu atual dono, o galã das casas de apostas, o lendário conquistador, o homem das capas, Lando Calrissian (Donald Glover).

Image for post
Image for post

Com algumas barrigas em algumas longas cenas de ação, o filme traz muitas referências para os fãs mais apaixonados notarem, como as máscaras e chapéus usados em disfarces no Episódio VI ou boas piadas com as capas de Lando, ou até mesmo bom motivos para sabermos porque Han é aquele cafajeste e canalha que atira primeiro! A nova história não irá marcar gerações e talvez não empolgue Padawans, mas traz um quentinho nos corações de quem já gosta de Han, Chewie, Lando e a Falcon!

Written by

Escreve onde pode e palpita por aí, reúne textos por aqui. E-mail: castrohm@gmail.com — Instagram: henrique.mcastro.

Get the Medium app

A button that says 'Download on the App Store', and if clicked it will lead you to the iOS App store
A button that says 'Get it on, Google Play', and if clicked it will lead you to the Google Play store